Se não erraste, então fizeste de propósito para eu sofrer.
De lágrimas nos olhos, vestido amarrotado, deitada no quarto,
Acordo ás quatro, deixo o visual mais adequado, saio antes do sol nascer.
Faz frio mesmo dentro do carro,
Penso se talvez não nasci na hora errada, ou se podia ficar mais tempo em casa.
O relatório por ser fácil, deixei de fazer.
Para o gari um bom dia não desejei.
Olho para a agenda, não tenho vontade de falar com ninguém.
O cachorro morreu, a família não atende. Os amigos não são para sempre.
Já enfrente a empresa, sinto um cansaço, um pouco melhor do que meu quarto.
Ainda falta uma hora para eu estar aqui. Sempre muito adiantada.
Ardem os olhos por acordar de madrugada.
De repente saio do carro, ligo o alarme e procuro pelo meu espaço.
Não acho. Observo pelo dia que vem. Tento sorrir para alguém.
Na venda, desabafo com um moço que até me conta seus problemas também:
- É moça, tá fácil não, nunca teve não.
Maldito o dia que a um grupo me juntei. Sozinha, melhor tudo faço. Sozinha de agora em diante viverei.
Demito-me.
Uso o diploma que eu ganhei.
Passado uns dias, anel no dedo, sorriso novo.
Visito o dono da venta que logo comenta:
- Eita, a senhora se deu bem.
Sorrio discretamente, ando mais calma, mais feliz talvez.
Só precisava de uma chance, um recomeço.
Já mais deveria ter me apoiado ou dado confiança em pessoas que sabia que futuramente não mais estariam do meu lado.
Até onde posso ir ?
domingo, 20 de maio de 2012
terça-feira, 8 de maio de 2012
Tempo
Tenho algum problema com o tempo, nunca sei exatamente a
hora certa.
Confundo na música, na dama, na vida e principalmente no
amor.
Não tenho certeza qual a hora de dormir, nem se estou pronta
para acordar.
Não sei se ainda sou criança, jovem ou se já virei mulher.
Confundo quando penso ou olho para quem gosto.
O tempo continua para os que estão a minha volta, enquanto
para mim, pára.
Ou pára para os outros e para mim corre demais...
Eu nunca sei quando parar, nem quando começar, nem o quanto
tenho que esperar.
Na verdade eu pergunto: O que tenho que esperar?
Tento não responder para talvez não me decepcionar,
Mas se ás vezes tenho a resposta, faço o possível para que
se concretize.
Só o amor, o amor...
Este passa dias, anos, décadas, séculos, nada que eu faça com
que ele faz com que me seja correspondido, eu acho.
Os que me amam não gosto. Os que eu gosto não me amam. Nunca um sentido, nunca uma resposta certa!
Os que me amam não gosto. Os que eu gosto não me amam. Nunca um sentido, nunca uma resposta certa!
Talvez porque não exista amor, nem correspondência! Ou
talvez, amores correspondidos ou não, não sejam feitos para quem ama ficar
junto.
Talvez o amor seja só um tema para se pensar.
Ou algo para ir, ir, ir até não chegar a lugar algum.
Algum veneno, bebida, cura.
Algo para passar horas investigando.
Sofrer, sorrir.
Ou o mais concreto até agora “perder tempo”
Este que já não tenho. Logo, o que eu perco amando?
Não sei o que me resta.
Penso se amo ou não.
Talvez eu esteja só sonhando.
Não faço ideia de que horas sejam agora.
domingo, 22 de abril de 2012
sábado, 21 de abril de 2012
Ora quanta ignorância!
Quanta falta de elegância
Deixar de notar
Nos dizeres, nos dilemas
Todos tão feitos a mim
Tudo doce, todos tão sutis
Quanta falta de classe
Deixar que a razão fale
Invés de só ouvir
As tatuagens doloridas
A grande agonia
As falas esquecidas
O amor enlouquecido
Amor que me adoece!
Morri de dores, para tirá-lo
E ele prossegue,
Um tanto mais calmo
Ainda aborrece-me
E tira sarro
Da menina que por ouvi-lo
Com poucas palavras,
Com um tiro na alma
Ainda o escreve.
Cotidiano
Acordo sem beijo
Arrumo os cabelos
Tomo meu banho
Nenhum eu te amo!
Café, pão e desânimo
Saio vestida de branco
Sem amor, sem lira
Vida hoje em dia...
Trabalhando sem sorte
Lutando contra a morte
Sem filhos
Mentiras,
Caprichos
Ligar pro dentista...
Alguel, conta, ipva
Há vida, mais nada
Nenhuma grana
Só o que pagar
Só consequencias
Não há destino
Na janela, tem modernismo...
Falta de respeito
Roubo
Prefeito
Desafouro
Injustiça
Pobreza
Pessimistas
Tristezas
Trânsito
Curso de Inglês
Cotidiano era uma vez...
Mundo de hoje era uma vez
Um pingo de beleza talvez
Na poesia antiga que ninguém mais vê!
Seu Meirés
O seu Antonio Carlos Meirés
Morador da rua sem saída
Filho de Emilia e José
Que anda a pé, tem uma filha...
Não pode vir ao café
Aliás, não anda indo a café nenhum
Certa vez fui até sua sala chamá-lo
Não aceitou nem vinho, nem rum
Disse que tinha muito trabalho
E só fica nisso...
Dizem que deixou até os amigos
Assim está, desde que largou da mulher
Vive dele próprio, finge estar distraído
Ajuda de ninguém ele quer
Um sujeito tão cheio de caprichos!
Nem o reconheço,
Pensa em mudar de endereço
Passou perto da Luiza
Outro dia
Deixou-a falando sozinha
É outro homem eu acho
Vi ele outro dia na rua
Gritei com ele “O seu chato!”
Estraguei a dele que
Estava paquerando uma perua
E sabe o que ele disse?
Sabe o que foi que ele disse?
“Que isso dona Tatiane”
E pareceu muito triste
“Vamos tomar um café?”
“Que café que nada,
Café é pra manter desperto
Prefiro dar umas cochiladas
A ver este mundo tão “certo””
“Outro dia então?”
“Outro dia”
E hoje, veio não...
Antes sempre vinha,
E agora... Arre
Vai saber o que acontece
Glut Glut Glut Glut.
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